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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Corpus Christi






Existe no decorrer do ano, diversas datas que são definidas como feriado, seja, municipal, estadual ou nacional. Geralmente, um feriado sempre é bem vindo; para muitos sinônimo de folga no trabalho e diversão. Mas, há uma questão muito séria que encontra-se por trás de alguns destes feriados, são "dias santos", por conseqüência consagrado há alguma entidade venerada por multidões; estes feriados é uma forma de devotar louvor ou veneração a personagens declarados como "santos" (1Co 10.19,20).
Irmãos queridos somos chamados a uma vida santa (separada) e compromissados com as verdades de Deus que estão expressas de forma clara na Bíblia; o Espírito Santo move e faz-nos ver que é incompatível com a fé verdadeira participar destas consagrações tradicionais em algumas cidades. E, na condição de separados que somos, é sábio declararmos diante das trevas que anulamos em nome de Jesus Cristo, todo poder e autoridade constituída pelos homens às forças espirituais contra nossas vidas. O passo seguinte é procurarmos viver um dia, de muita vigilância e consagração ao Senhor (Mt 26.41), para que não sejamos atingidos pelo inimigo.

Corpus Christi é uma festa ao Corpo de Cristo. É uma data adotada na Igreja Católica, para comemorar a presença real de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia, pela mudança da substância do pão e do vinho na de seu corpo e de seu sangue (O Catolicismo declara que a hóstia, torna-se literalmente em Carne e Sangue do Senhor Jesus).
A seguir, veja como iniciou-se esta comemoração:

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XII. A Igreja sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. Esta necessidade se aliava ao desejo do homem medieval de "contemplar" as coisas. Surgiu nesta época o costume de elevar a hóstia depois da consagração. Disseminava-se uma controvertida piedade eucarística, chegando ao ponto das pessoas irem à igreja mais "verem" a hóstia do que para participarem efetivamente da eucaristia
A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes. O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.
Juliana nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin. Com 14 anos, em 1206, entrou para o convento das agostinianas em Mont Cornillon, na periferia de Liège. Com 17 anos, em 1209, começou a ter ‘visões’,
(que retratavam um disco lunar dentro do qual havia uma parte escura. Isto foi interpretado como sendo uma ausência de uma festa eucarística no calendário litúrgico para agradecer o sacramento da Eucaristia). Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arcediago de Liège, que 31 anos depois, por três anos, será o Papa Urbano IV (1261-1264), e tornará mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes de morrer.
A ‘Fête Dieu’ começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a 1ª procissão eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica.
A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos. Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII.
O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada antes de 1270.
O ofício divino, seus hinos, a seqüência ‘Lauda Sion Salvatorem’ são de Santo Tomás de Aquino (1223-1274), que estudou em Colônia com Santo Alberto Magno. Corpus Christi tomou seu caráter universal definitivo, 50 anos depois de Urbano IV, a partir do século XIV, quando o Papa Clemente V, em 1313, confirmou a Bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial. Em 1317, o Papa João XXII publicou esse Corpus Júris com o dever de levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas.
O Concílio de Trento (1545-1563), por causa dos protestantes, da Reforma de Lutero, dos que negavam a presença real de Cristo na Eucaristia, fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística pelas ruas da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia.
Em 1983, o novo Código de Direito Canônico – cânon 944 – mantém a obrigação de se manifestar ‘o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia’ e ‘onde for possível, haja procissão pelas vias públicas’, mas os bispos escolham a melhor maneira de fazer isso, garantindo a participação do povo e a dignidade da manifestação.
A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse :‘Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.

Os dados históricos foram colhidos em sites Católicos, facilmente encontráveis na rede.

Elias R. de Oliveira

http://www.vivos.com.br/157.htm

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Cântico ao amor








"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor, sou como um bronze que soa
ou um címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
Ainda que eu distribua todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor, de nada me aproveita.
O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas terminará
e a ciência vai ser inútil.
Pois o nosso conhecimento é imperfeito
e também imperfeita é a nossa profecia.
Mas, quando vier o que é perfeito,
o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança,
falava como criança,
pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
Agora, vemos como num espelho,
de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança e o amor;
mas a maior de todas é o amor." (1 Coríntios 13:1-13)

domingo, 7 de junho de 2009

Tudo por amor










Depois que Jacó enganou seu pai Isaque - fingindo ser seu irmão gêmeo Esaú, para receber a bênção que era deste - ele fugiu para a Mesopotâmia. Lá acabou encontrando Raquel - filha de Labão, irmão de Rebeca, e portanto, prima de Jacó - que tinha ido dar de beber ao rebanho do pai. Jacó chorou muito e contou a Raquel quem era. A moça saiu correndo para contar ao pai que, após ouvir a verdade, aceitou receber Jacó em casa, pelo fato de ser ele seu sobrinho.

Depois de um mês, Labão disse a Jacó: Não é justo que você trabalhe de graça para mim só porque é meu parente. Diga-me o seu salário. Além de Raquel, Labão tinha outra filha, Lia, que tinha uns olhos sem brilho, ao passo que Raquel era bonita e atraente. Como Jacó tinha se apaixonado por ela, disse a Labão que trabalharia sete anos para se casar com ela, que era a filha mais nova, trato que Labão aceitou. Assim, Jacó trabalhou sete anos de graça, mas este sete anos lhe pareceram poucos dias, porque amava muito Raquel.

Depois de transcorrido o prazo, Jacó pediu a Labão que lhe entregasse Raquel. Labão deu uma festa, e à noite, ao invés de entregar Raquel, entregou Lia, a filha mais velha. Só de manhã Jacó percebeu que tinha sido enganado, e foi reclamar com Labão.

Labão disse: Aqui não é costume entregar a filha mais nova antes da mais velha. Deixe passar essa semana de núpcias e lhe daremos também a mais nova, em troca de sete anos de trabalho. Como Jacó amava Raquel, concordou. Assim, depois de uma semana, Labão lhe entregou a filha mais nova, e Jacó trabalhou para ele mais sete anos de graça...

Como Deus percebeu que Lia era desprezada, fez-lhe fecunda, ao passo que Raquel era estéril.Inicialmente, Lia teve quatro filhos: Rúben, Simeão, Levi e Judá. Quando Raquel percebeu que não dava filhos a Jacó, teve inveja da irmã e disse a Jacó: Dá-me filhos ou morrerei!

Jacó irritou-se e disse: Por acaso estou no lugar de Deus, que a impediu de ter filhos?! Assim, Raquel entregou sua serva Bila para que tivesse filhos com Jacó por ela. Bila teve dois filhos, Dã e Naftali.

Quando Lia percebeu que não estava mais engravidando, deu sua serva Zilpa a Jacó, para que tivesse filhos por ela. Zilpa gerou dois filhos: Gade e Aser. Depois Lia engravidou mais três vezes e deu à luz Issacar, Zebulom e Diná.

Então Deus lembrou-se de Raquel, ouviu o seu clamor e a fez fértil. Ela engravidou e deu à luz José que, quando adolescente, foi vendido por seus irmãos mais velhos, acabando por ir parar no Egito, de onde, já adulto, tornou-se vice-rei.

Ao dar à luz José, Raquel pediu a Deus que lhe desse ainda outro filho. Alguns anos mais tarde, ela deu à luz outro menino. O parto foi muito difícil e Raquel acabou morrendo. Antes disso, deu ao filho o nome Benoni, que significa filho da minha dor, por causa de dificuldade do parto. No entanto, seu nome foi mudado por Jacó, que o chamou Benjamim, filho da felicidade...